Morre o gênio da musica regional Santarena : SEBASTIÃO TAPAJÓS
02/10/2021 23:29 em Música

Foto da capa da notícia : Instrumentista Sebastião Tapajós — Foto: Camila Henriques/G1

02/10/2021

Hoje é um dia em que mais do que nunca a música santarena chora. Perdemos aquele que influenciou não só os músicos santarenos como de várias partes do Mundo.

Em nota à imprensa a Unimed Oeste do Pará informou que Sebastião Tapajós teve um infarto agudo do miocárdio.

Sebastião deu entrada no início da noite apresentando sintomas típicos de um infarto, entre eles, a falta de ar e foi encaminhado ao setor de reanimação, onde ficou por mais de 40 minutos sendo reanimado, sem sucesso. Os médicos plantonistas, Dra Musa Martins e Dr Everaldo Otoni atestaram sua morte às 19h30. A Unimed Oeste do Pará lamenta profundamente a morte do artista e músico Sebastião Tapajós e reconhece o legado deixado na nossa cultura e história”, diz a nota.

Nota de Pesar da Câmara Municipal de Santarém:

A Câmara Municipal de Santarém vem de público manifestar pesar pelo falecimento do violonista Sebastião Pena Marcião, o Sebastião Tapajós, ocorrido neste sábado, 02 de outubro de 2021.Dessa forma, o legislativo santareno reconhece o talento e o valor desse artista para a cultura santarena, que, com seu trabalho, levou o nome da Pérola do Tapajós para vários continentes. E foi em terras mocorongas que Sebastião Tapajós escolheu para viver seus últimos dias, ficando a gratidão do nosso povo. Ao mesmo tempo, os vereadores santarenos se solidarizam com familiares e amigos desse grande artista.

Ronan Liberal Júnior Presidente da Câmara Municipal de Santarém"

 

Infelizmente não tive o prazer de conhece-lo pessoalmente, mas já tive a oportunidade de tocar em um de seus violões, momento ocorrido em 2019 na última feira do livro da cidade. Poder tocar no instrumento de um grande músico é algo único e espetacular. Para você que não o conhece que provavelmente é de outra cidade, aqui abaixo vai um pouco de sua história:

Sebastião Pena Marcião (Alenquer, Pará, 16 de abril de 1943 - 02 de outubro de 2021) era violonista e compositor brasileiro.

Nascido em Alenquer mudou-se para Santarém ainda pequeno. Começou ainda criança a estudar violão. Em 1964, foi estudar na Europa. Formou-se pelo Conservatório Nacional de Música de Lisboa, em Portugal. Na Espanha, estudou guitarra com Emilio Pujol e cursou o Instituto de Cultura Hispânica. Realizou recitais nesses dois países. Regressando ao Brasil, recebeu a cadeira de violão clássico do Conservatório Carlos Gomes de Belém, onde lecionou até julho de 1967.

Ao longo de sua carreira, o artista já tocou com nomes conhecidos da MPB como Hermeto Pascoal, Jane Duboc, Zimbo Trio, Waldir Azevedo, Paulo Moura, Sivuca, Maurício Einhorn e Joel do Bandolim, e internacionais como Gerry Mulligan, Astor Piazzolla, Oscar Peterson e Paquito D'Rivera.

Em 1998 compôs a trilha sonora do longa-metragem paraense Lendas Amazônicas.

Sebastião é um músico consagrado na Europa, onde se apresentou um sem-número de vezes durante as últimas décadas, particularmente na Alemanha, e já lançou mais de cinquenta discos. Tendo uma sólida carreira internacional, o violonista vem realizando todos os anos pelo menos duas turnês internacionais. Todos os seus discos têm sido relançados em CD em vários países.

Em 2005 estreou, ao lado da bailarina Carmen Del Rio, o espetáculo O Violão e a Bailarina, no Shopping da Gávea, no Rio de Janeiro. O show contou com a participação especial do contrabaixista paraense Ney Conceição.

Além de sua obra como instrumentista, é autor de várias canções, em parceria com Marilena Amaral, Paulinho Tapajós, Billy Blanco, Antonio Carlos Maranhão, Avelino V. do Vale e outros compositores.

Constam da relação dos intérpretes de suas canções artistas como Emílio Santiago, Miltinho, Pery Ribeiro, Jane Duboc, Maria Creuza, Fafá de Belém, Nilson Chaves, Ana Lengruber e Cristina Caetano, entre outros.

Segundo V. A. Bezerra, "o estilo de tocar de Sebastião Tapajós é vigoroso e incisivo, e o som que tira do instrumento é cheio e encorpado. Ele gosta de utilizar efeitos percussivos, variações de timbre (do som mais doce, tocando próximo à boca do instrumento, ao mais metálico, próximo ao cavalete do instrumento), sons harmônicos, repetição ritmada de acordes em ostinato e outros recursos".[2]

Nos últimos anos, o violonista tem demonstrado um vigor impressionante compondo um grande número de novas obras, experimentando novas estéticas e revisando sua vasta produção. Em 2010 fez a direção artística do álbum Cristina Caetano interpreta Sebastião Tapajós e Parceiros. Em seguida, em 2011, produziu e lançou os discos Cordas do Tapajós e Conversas de Violões, com o amigo e parceiro Sérgio Ábalos. Já em 2012 lançou Suíte das Amazonas e remasterizou o clássico Painel, uma de suas obras mais conhecidas em todo o mundo. Em 2013 lançou e realizou turnê nacional com o CD Da Lapa ao Mascote, e lançou o DVD Sebastião Tapajós e amigos solistas (2013).

Em 16 de maio de 2013, Sebastião Tapajós recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade do Estado do Pará (UEPA).[3] Ainda no mesmo ano, em 11 de novembro de 2013, recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA).[4]

Sebastião Tapajós vive hoje em Santarém, no Pará casado com Tanya Maria Souza de Figueiredo Marcião sua atual esposa.

Em abril de 2017 foi criado o Instituto Sebastião Tapajós[5] com o intuito de divulgar e sistematizar a produção musical de Sebastião Tapajós.

(Fontes: Portal do Oeste do Pará, O Impacto, Wikipedia).

 

 

 

 

 

 

 

 

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